Entenda o que é a dissecção de aorta, condição que causou a morte do cantor Renato Barros

O cantor Renato Barros faleceu em decorrência de complicações em cirurgia (Foto: Reprodução/Facebook/Renato e Seus Blue Caps)   Renato Barros, integrante da banda Renato e Seus Blue Caps, morreu na terça-feira, 28, por complicações de uma cirurgia cardíaca. No dia 17 de julho, o músic …

O cantor Renato Barros faleceu em decorrência de complicações em cirurgia (Foto: Reprodução/Facebook/Renato e Seus Blue Caps)   Renato Barros, integrante da banda Renato e Seus Blue Caps, morreu na terça-feira, 28, por complicações de uma cirurgia cardíaca. No dia 17 de julho, o músico deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, para ser submetido a uma operação de emergência.

angiologista: Ele foi diagnosticado com dissecção de …

Ele foi diagnosticado com dissecção de aorta, e após a cirurgia, teve infecção pulmonar e não resistiu. Entenda a condição que causou a morte do cantor. A dissecção aórtica é uma urgência vascular, que ocorre após lesão na parede interna da artéria aorta e leva a uma ruptura que separa o trajeto do sangue em dois caminhos, chamados de luz falsa e luz verdadeira, segundo explica a angiologista e cirurgiã vascular, Juliana Alfaia. “É como se fosse um furo na parede do vaso.

Nestes pontos, tem umas plaquinhas que ulceram, onde a parede fica mais frágil, e, quando sofre o efeito de uma pressão maior, você desenvolve uma falsa luz no trajeto do vaso, e o fluxo se desloca pelas duas luzes”, comenta.

angiologista: Em uma analogia da médica, a …

Em uma analogia da médica, a luz verdadeira seria como uma espécie de cano, que enfraquece em certo ponto, cede e forma um trajeto alternativo – a luz falsa – pelo qual o líquido iria passar. Dessa forma, em vez de seguir o caminho correto, o fluxo sanguíneo passaria a se desviar também para esse outro sentido, causando um acúmulo de sangue, que aumenta o risco de entupir ou romper as artérias que levam o sangue para órgãos vitais. Leia também | Após a morte do apresentador Rodrigo Rodrigues, entenda como a trombose está associada à Covid-19 A aorta, segundo Juliana, é a maior artéria do organismo.

angiologista: “Dela saem muitos ramos para muitos …

“Dela saem muitos ramos para muitos órgãos vitais como o rim, o estômago, o baço, e as artérias que levam o sangue para o intestino”, exemplifica. “Então, quando você desenvolve uma luz falsa, é possível que esses ramos acabem saindo da luz falsa e fiquem com o suprimento de sangue prejudicado”, complementa a cirurgiã vascular. A consequência seriam repercussões, por vezes fatais, nesses órgãos. Homens acima de 60 anos correspondem ao perfil mais acometido pela dissecção de aorta. No entanto, as condições que cooperam para o desenvolvimento dessa condição estão sendo cada vez mais observadas em pacientes mais jovens, segundo a angiologista Juliana Alfaia.

angiologista: “Essas doenças que antigamente só acometiam …

“Essas doenças que antigamente só acometiam idosos, estão aparecendo muito mais cedo. As pessoas estão fumando, se tornando hipertensas e diabéticas mais cedo. Então, o perfil está mudando”, salienta. Os fatores de risco para a dissecção aórtica são principalmente as doenças plurimetabólicas, como diabetes, obesidade, hipertensão não controlada e colesterol alto. Além disso, o tabagismo e o alcoolismo também são hábitos que cooperam para esse risco. “O cigarro mais prevalentemente”, frisa Juliana.

angiologista: Ela acrescenta que a prevenção é …

Ela acrescenta que a prevenção é a partir do controle dessas doenças de base. Além disso, é importante que seja feito check-up vascular anualmente para rastreio desses fatores de risco. “Geralmente, a dissecção aórtica está ligada ao aneurisma de aorta. É muito comum encontrar as duas coisas. Então, a gente tem como fazer o rastreio através de check-up anual vascular”, complementa. Conforme a cirurgiã, o aneurisma de aorta tem os mesmos fatores de risco que a dissecção aórtica. Quando há a fraqueza na parede do vaso, os pacientes desenvolvem o aneurisma. E se há uma ruptura em uma das camadas da artéria, a luz falsa pode ser formada, levando à dissecção. “O risco é maior para aqueles que têm aneurisma, do que para aquela pessoa que não tem nada – apenas os fatores de risco – ter uma dissecção; mas acontece”, finaliza.


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